terça-feira, 14 de abril de 2015

Moral e Ética de Platão

PLATÃO ( 427 a.C - 347 a.C )

moral: segundo Platão a moral é os princípios básicos do homem na sociedade ética: Para Platão a ética está relacionada com a Filosofia política, sendo essa o terreno próprio para a vida moral. Assim ele busca um estado ideal utópico, uma pessoa que conheça a essência geral do bem sabe que só pode ser feliz se agir demonstrando a adoção de condutas tidas como adequadas.

Pensamento: “A educação deve propiciar ao corpo e à alma toda a perfeição e a beleza que podem ter”; 

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Moral e etica para aristoteles

 Aristóteles (341 a.C e 335 a.C)

Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada, científica e teórica. É uma reflexão sobrea moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que émoral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sistema aristotélico, a ética é a ciência das condutas, menos exata na medida em que se ocupa comassuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituemas virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade.
A moral procura definiro que se deve fazer, o que deve acontecer. Neste aspecto distingue-se do conhecimento cujas leis determinam universalmente o que é ou o que acontece. Kant procurou demonstrar que era possível formular para a moral leis universais como as do conhecimento científico. Estas leis tinham que ser formuladas à priori, isto é, sem levarem em conta os actos efectivamente praticados, quer fossem bons oumaus. O legislador supremo da moralidade é a razão humana.

Pensamento: O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.

terça-feira, 7 de abril de 2015


https://www.youtube.com/watch?v=vAKmpyLBo0I

IMAGENS MARCANTES




Revolução Russa 1. Rússia antes da revolução

Início do século X – economia predominantemente agrícola/rural, monarquia absolutista, união
Estado/Igreja ortodoxa e manutenção dos privilégios da nobreza (condições semifeudais). No entanto, desde os últimos anos do século XIX, vivia acelerado processo de industrialização financiado por capital estrangeiro (Francês, em sua maioria). Surgem indústrias de grande porte, reunindo milhares de operários, que viviam em condições péssimas com jornadas de trabalho de até 15h/dia => surgem as teorias socialistas (em prol do proletariado)

.Partidos Políticos

A Rússia era monarquia absolutista, governada pelo Czar. Então, não havia liberdade de opinião nem eleições ou direitos democráticos, mas havia três partidos de oposição ao czar:
a) Partido Socialista Revolucionário – PSR, também conhecidos como esseristas. Fundado em 1901. Lutavam por democracia e propunham uma ampla frente de classes sociais para derrubar o czarismo. Formado por camponeses e profissionais liberais do campo e de pequenas cidades. b) Partido Operário Social Democrata Russo – POSDR. Em 1903, separou-se em duas correntes: Bolcheviques (maioria) e Mencheviques (minoria). Os bolcheviques, liderados por Lenin (Vladimir Ilitch Uilanov). Achavam que somente uma revolução operária poderia tirar a Rússia do atraso. Os mencheviques acreditavam que somente uma revolução burguesa modernizaria a Rússia, por meio do capitalismo, abrindo caminho para uma posterior revolução proletária e implantação do socialismo. c) Partido Democrata (1905) – Partido liberal da burguesia (kadetes), lutava por uma democracia nos moldes ocidentais.

2. Surgem os sovietes

1905 – Rússia se envolve em guerra com o Japão pelo controle da Manchúria, um território chinês. Perde e tem a miséria agravada. Surgem manifestações populares contra o czarismo. No dia 2/01/1905, a polícia abre fogo contra uma multidão na frente do palácio do czar (Domingo Sangrento). Estopim para o surgimento de um grande movimento revolucionário, com o surgimento dos sovietes (conselhos de operários). Leon Trotski (Lev Davidovitch Bronstein) foi eleito presidente dos sovietes na capital, São Petersburgo.
Para conter os revolucionários, o czar toma algumas atitudes: cria uma constituição e instaura a
Duma, uma espécie de parlamento. A Rússia passa a ser uma monarquia constitucional, porém, com o czar tendo poderes quase absolutos, inclusive, vetando a Duma. Neste contexto, o czar coloca os sovietes e líderes oposicionistas na ilegalidade, exilando-os.

3. Guerra e Revolução

Primeira Guerra Mundial agrava os conflitos sociais, aumentando as dificuldades internas. Os sacrifícios de soldados (na maioria, camponeses) esvaziaram os campos, comprometendo a produção de alimentos. No começo de março de 1917, a escassez de alimentos levou a Rússia a um racionamento. Estas dificuldades fez com que várias greves fossem estouradas e vários conflitos fossem abafados por massacres.
Cansados de tanta repressão, os soldados se uniram aos manifestantes e tomaram o palácio do czar. Este abdica, deixando o cargo para o filho, que também abdica. Com isso, os sovietes (agora compostos por operários, soldados e marinheiros) chegam ao poder.

Fevereiro de 1917

A queda da monarquia e a implantação da república marcam o inicio da primeira fase da Rev.
Russa. Para impedir que setores mais radicais chegassem ao poder, os kadetes formaram o governo provisório, tendo a Duma como base e mudaram o nome da capital São Petersburgo para Petrogrado.
Criou-se uma situação de “duplo poder”: o governo institucional formal era formado pelos kadetes (burguesia) e o informal, pelos sovietes (operários), considerado verdadeiro para os trabalhadores. O governo provisório permitiu o retorno de Trotski e Lenin, que foram exilados. Diversas manifestações contra o governo provisório, liderados pelos sovietes (mencheviques na maioria), surgiram, com camponeses dominando e dividindo entre si as terras da nobreza e os operários tomando as fábricas.

A Revolução de Outubro

O agravamento da crise possibilitou o fortalecimento dos bolcheviques. Liderados por Lenin e
Trotski, os bolcheviques começaram a conquistar a maioria dos sovietes. Até que, em 25 de outubro de 1917 (pelo calendário russo), os bolcheviques depuseram o governo provisório. Era a nova fase da Rev. Russa. Ao subir ao poder, os bolcheviques promoveram uma reforma agrária com ampla distribuição de terra aos camponeses, nacionalização dos bancos, institucionalização dos sovietes como órgãos de poder, etc. Em março de 1918, o governo de Lenin e Trotski assina o tratado de Brest- Litovsk, com a Alemanha, que, em linhas gerais, tirava a Rússia da guerra.

A guerra civil

Os proprietários de terra e os capitalistas se uniram aos países europeus, com medo do socialismo dominar a Europa, e se armaram contra os bolcheviques. Tem início, em 1918, a guerra civil, que duraria três anos e devastaria a Rússia. Trotski fora nomeado “ministro” da guerra e organizou o Exército Vermelho, que esmagou os exércitos inimigos. Lenin toma medidas radicais para garantir a produção e o abastecimento e instaura o comunismo de guerra (abolição de salários, obrigatoriedade dos camponeses em entregar a colheita ao governo). O partido bolchevique passa a ser conhecido como Partido Comunista.

4. NEP e estabilização do REGIME

Os bolcheviques venceram a guerra civil, mas a Rússia ficou arrasada. Em 1921, Lenin anunciou a Nova Política Econômica (NEP). Tratava-se de um retorno às práticas capitalistas para superar a crise. Entre 1922 e 1924, a produção russa aumentou quatro vezes. Neste mesmo período, a Rússia mudou o nome para União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS.

A morte de Lenin e a disputa pelo poder

Lenin morre em janeiro de 1924. Com isso, abre-se uma disputa entre Trotski e o secretário-geral do Partido Comunista, Josef Stalin. Trotski defendia a revolução permanente, pois acreditava que o socialismo na Rússia só se consolidaria se a revolução ocorresse também em países capitalistas. Já Stalin acreditava no socialismo de um só país, mesmo com a pressão dos capitalistas. Stalin ganhou a disputa e passou a perseguir Trotski, que conseguiu se refugiar no México. Foi assassinado em 1940, a mando de Stalin.

5. O totalitarismo stalinista

O governo de Stalin foi marcado por repressão política aos dissidentes comunistas e, na esfera econômica, pelos planos quinquenais. No plano econômico, os planos quinquenais eram metas que deviam ser batidas a cada cinco anos. Os planos funcionaram bem, sendo que o crescimento industrial da URSS foi de 8,5 vezes entre 1928 e 1940. No plano político, foi marcado pelo esmagamento dos sovietes e violenta perseguição a seus líderes (lembre-se de Trotski). Com seus processos de Moscou (Moscou = nova capital da URSS e atual capital da Rússia), cerca de sete milhões de pessoas foram presas e milhares de comunistas foram assassinados entre 1936 e 1944. Repressivo e totalitário, Stalin foi a negação dos princípios marxistas e dos primeiros pensadores socialistas.